Quem espera
leva rasteira
de bobeira
faceira
...........................
To no ponto de ônibus
To na fila do banco
To no partido político
To no movimento feminista
E espero, espero, espero...
E nada acontece neste mundo
É só deserto
É mato (mas não santo!)
.......................
Eh manhê, não diz pra eu parar
pra ficar sossegado
sossego é que nem pato n’água
boiando morto no rio!
Quero correr sem fronteira
sentir o ventinho no olho...
E se tropeçar
caio de cara
caio bonito
.......................
cê faz curativo, jurema?
Quarta-feira, 1 de Julho de 2009
Terça-feira, 30 de Junho de 2009
De Mari à Mariana
Não sei como aconteceu...
De início, chamava-se Mariana
Boca grande, peito enorme...enorme também eram os seus olhares diante de todos.
Das contradições que dizia em aula, me identifiquei.
Crescia em mim sua magia.
Não entendia sua fala, sua cor e seu ódio.
Também não entendia o seu amor, os seus filmes das sessões da tarde e suas frivolidades.
De peça em peça, formamos o nosso quebra-cabeça.
...............
De Mariana à Mari,
Construímos nossos portos!
Descobri que também tinha uma cor,
E era a mesma da dela
Descobri também que tinha cabelos,
E eram os mesmos dos dela
Descobri que tinha amor,
Mas será que ela soube disso?
O que será que ela descobriu de mim ou de si?
.....................
Transformou-me em amor e ódio, ao mesmo tempo.
Nos transformamos em uma só.
Nossos opostos nos satisfaziam.
E aprendi a amar uma mulher, aprendi a desejá-la.
E com o amor,
veio a posse...
E com a posse,
as neuroses...
E com as neuroses,
o tédio...
E com o tédio...
o esquecimento do nome
....................
De Mari à Mariana,
Agora estamos assim...
As almas gêmeas estão distantes
pelos pequenos defeitos que nos separaram....
Fugimos das terríveis personas de nossas vidas.
.........................
Sonho com peitos, com bocas e cores,
Tenho cabelos crespos que me impedem de sorrir.
De Mariana à Mari à Ma à nada...
E como dói esse nada!
De início, chamava-se Mariana
Boca grande, peito enorme...enorme também eram os seus olhares diante de todos.
Das contradições que dizia em aula, me identifiquei.
Crescia em mim sua magia.
Não entendia sua fala, sua cor e seu ódio.
Também não entendia o seu amor, os seus filmes das sessões da tarde e suas frivolidades.
De peça em peça, formamos o nosso quebra-cabeça.
...............
De Mariana à Mari,
Construímos nossos portos!
Descobri que também tinha uma cor,
E era a mesma da dela
Descobri também que tinha cabelos,
E eram os mesmos dos dela
Descobri que tinha amor,
Mas será que ela soube disso?
O que será que ela descobriu de mim ou de si?
.....................
Transformou-me em amor e ódio, ao mesmo tempo.
Nos transformamos em uma só.
Nossos opostos nos satisfaziam.
E aprendi a amar uma mulher, aprendi a desejá-la.
E com o amor,
veio a posse...
E com a posse,
as neuroses...
E com as neuroses,
o tédio...
E com o tédio...
o esquecimento do nome
....................
De Mari à Mariana,
Agora estamos assim...
As almas gêmeas estão distantes
pelos pequenos defeitos que nos separaram....
Fugimos das terríveis personas de nossas vidas.
.........................
Sonho com peitos, com bocas e cores,
Tenho cabelos crespos que me impedem de sorrir.
De Mariana à Mari à Ma à nada...
E como dói esse nada!
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Quarta-feira, 13 de Maio de 2009
Exposição: Mães Universitárias
Terça-feira, 12 de Maio de 2009
Mãenifesto
Segue o manifesto que acompanha a Exposição de fotos sobre "Mães" Universitárias.
O texto é um alerta sobre a importância da Assistência Estudantil para mães e pais enquanto estudantes universitários. Uma crítica à postura radical da universidade em tratar seus alunos como meras máquinas científicas.
Somos estudantes e fazemos parte de uma lógica comum: estudar, nos formar, casar, constituir uma família e sermos felizes para sempre!... Entretanto, as entrelinhas não estão expostas.
Ser mãe, ou pai, enquanto universitário é algo que a Universidade não poderia prever, visto que, a taxa de natalidade não aumenta apenas na periferia, como muitos afirmam. E que, por isso, instituições como essas não estão preparadas, suficientemente, para garantir uma assistência estudantil mínima aos alunos que se encontram em casos específicos, como este.
Para agravar ainda mais a situação, neste ano, os estudantes que têm filhos com 7 anos ou mais não puderam participar do processo seletivo para os estúdios da Moradia Estudantil. Os argumentos para justificar tamanho absurdo ainda não estão claros, mas não pudemos pensar em nada que justifique tanto descaso e que contradiga os preceitos de defesa da vida, agora não só da mãe ou pai, mas também do filho, o filho que eles escolheram ter e criar, seguindo todos os padrões de normalidade. Os boatos são grandes e o SAE (Serviço de Apoio ao Estudante) não nos explica com clareza.
Ouvimos, por aí, que a Moradia não é um lugar seguro para uma criança. Ficamos a imaginar o número de marginais que habita este lugar...
Se nos apoiarmos em vitórias anteriores do movimento estudantil para discutirmos sobre assistência estudantil, vemos que muito já foi ganho. Há menos de dez anos, por exemplo, uma mãe solteira não tinha direito a um estúdio. Apenas os casais que eram casados (regularizados em cartório) tinham direito a eles. Na carta de aceite do CNPq, por exemplo, os estudantes deveriam assinar um termo dizendo que, enquanto pesquisadores, na vigência da bolsa, não poderiam ter filhos.
Muita coisa mudou. Muitas lutas foram vitoriosas. E se hoje temos um processo mais democrático, devemos isto aos estudantes que lutaram por essas conquistas. Entretanto, acreditar que tudo vai bem e que não devemos lutar por novas medidas que sejam ainda mais democráticas é deixar de lado o que acontece aos estudantes que necessitam de um apoio de fato.
Somos levados a pensar que tanto a Unicamp, como todas as universidades brasileiras não garantem uma Assistência Estudantil real para que seus alunos possam concluir seus estudos, sejam eles mães, pais ou aqueles que necessitam de auxílio básico, por não terem recursos para tanto. , O pressuposto é uma visão distorcida e distante da realidade em que nos encontramos: que alunos não são pais e nem deve sê-lo! E se o são, não é problema destas Instituições!
Perguntamos: O aluno-pesquisador deve se abster da vida e de seus direitos de cidadania em razão da carreira acadêmica? Até quando conseguiremos realizar o sonho destas grandes Universidades em nos tornar máquinas científicas?
Estamos em um lugar que preza o desenvolvimento da ciência. Mas, afinal, quem desenvolve a ciência senão as pessoas?
Exposição: “Mães” Universitárias
Local: Prédio Básico (PB) - Unicamp - de 11 à 15 de maio
Texto: Larissa Lisboa, André Malavazzi e Mariana Santos de Assis.
Fotos: André Malavazzi e Larissa Lisboa
O texto é um alerta sobre a importância da Assistência Estudantil para mães e pais enquanto estudantes universitários. Uma crítica à postura radical da universidade em tratar seus alunos como meras máquinas científicas.
Somos estudantes e fazemos parte de uma lógica comum: estudar, nos formar, casar, constituir uma família e sermos felizes para sempre!... Entretanto, as entrelinhas não estão expostas.
Ser mãe, ou pai, enquanto universitário é algo que a Universidade não poderia prever, visto que, a taxa de natalidade não aumenta apenas na periferia, como muitos afirmam. E que, por isso, instituições como essas não estão preparadas, suficientemente, para garantir uma assistência estudantil mínima aos alunos que se encontram em casos específicos, como este.
Para agravar ainda mais a situação, neste ano, os estudantes que têm filhos com 7 anos ou mais não puderam participar do processo seletivo para os estúdios da Moradia Estudantil. Os argumentos para justificar tamanho absurdo ainda não estão claros, mas não pudemos pensar em nada que justifique tanto descaso e que contradiga os preceitos de defesa da vida, agora não só da mãe ou pai, mas também do filho, o filho que eles escolheram ter e criar, seguindo todos os padrões de normalidade. Os boatos são grandes e o SAE (Serviço de Apoio ao Estudante) não nos explica com clareza.
Ouvimos, por aí, que a Moradia não é um lugar seguro para uma criança. Ficamos a imaginar o número de marginais que habita este lugar...
Se nos apoiarmos em vitórias anteriores do movimento estudantil para discutirmos sobre assistência estudantil, vemos que muito já foi ganho. Há menos de dez anos, por exemplo, uma mãe solteira não tinha direito a um estúdio. Apenas os casais que eram casados (regularizados em cartório) tinham direito a eles. Na carta de aceite do CNPq, por exemplo, os estudantes deveriam assinar um termo dizendo que, enquanto pesquisadores, na vigência da bolsa, não poderiam ter filhos.
Muita coisa mudou. Muitas lutas foram vitoriosas. E se hoje temos um processo mais democrático, devemos isto aos estudantes que lutaram por essas conquistas. Entretanto, acreditar que tudo vai bem e que não devemos lutar por novas medidas que sejam ainda mais democráticas é deixar de lado o que acontece aos estudantes que necessitam de um apoio de fato.
Somos levados a pensar que tanto a Unicamp, como todas as universidades brasileiras não garantem uma Assistência Estudantil real para que seus alunos possam concluir seus estudos, sejam eles mães, pais ou aqueles que necessitam de auxílio básico, por não terem recursos para tanto. , O pressuposto é uma visão distorcida e distante da realidade em que nos encontramos: que alunos não são pais e nem deve sê-lo! E se o são, não é problema destas Instituições!
Perguntamos: O aluno-pesquisador deve se abster da vida e de seus direitos de cidadania em razão da carreira acadêmica? Até quando conseguiremos realizar o sonho destas grandes Universidades em nos tornar máquinas científicas?
Estamos em um lugar que preza o desenvolvimento da ciência. Mas, afinal, quem desenvolve a ciência senão as pessoas?
Exposição: “Mães” Universitárias
Local: Prédio Básico (PB) - Unicamp - de 11 à 15 de maio
Texto: Larissa Lisboa, André Malavazzi e Mariana Santos de Assis.
Fotos: André Malavazzi e Larissa Lisboa
Sexta-feira, 24 de Abril de 2009
Acalento
21/03/08
Para meu querido amigo Guy. Um grande homem com um coração ainda maior!
Na primeira noite ele tirou toda a roupa. Deitou-se sem se cobrir e ficou a sonhar com tudo o que acontecera, naqueles três dias.
Lembrou-se das meias, as meias coloridas. Quando as viu, foi como se revivesse o momento em que pôde ver os dois arco-íris onipresentes, lado a lado, depois de uma tarde chuvosa.
Sim, as meias eram os arco-íris! O Sol voltava à terra e o calor renascia! O sabor da vida começava a florescer novamente. O amor...
Com carinho, ficou a olhar para elas, por alguns instantes. Depois, com delicadeza, colocou-as e sentiu-se completamente vestido! Uma alegria imensa preeenchia seu peito. As meias preenchiam seu corpo e o calor de seu tecido acalentava os momentos de tristeza.
Uma grande gargalhada!
Um homem nu, de meias! Que ridículo, pensava...
Ridículo pensar em tudo isso; ridículo imaginar como o mundo pode ser tão pequeno, por alguns instantes, e que pessoas, que nunca imaginaríamos, surgiriam em nossas vidas, preenchendo nosso coração.
Elas podem ou não representar algo no futuro, ele sabia...
Mas procurava não tentar entender. Os pés aquecidos já bastam!
Para meu querido amigo Guy. Um grande homem com um coração ainda maior!
Na primeira noite ele tirou toda a roupa. Deitou-se sem se cobrir e ficou a sonhar com tudo o que acontecera, naqueles três dias.
Lembrou-se das meias, as meias coloridas. Quando as viu, foi como se revivesse o momento em que pôde ver os dois arco-íris onipresentes, lado a lado, depois de uma tarde chuvosa.
Sim, as meias eram os arco-íris! O Sol voltava à terra e o calor renascia! O sabor da vida começava a florescer novamente. O amor...
Com carinho, ficou a olhar para elas, por alguns instantes. Depois, com delicadeza, colocou-as e sentiu-se completamente vestido! Uma alegria imensa preeenchia seu peito. As meias preenchiam seu corpo e o calor de seu tecido acalentava os momentos de tristeza.
Uma grande gargalhada!
Um homem nu, de meias! Que ridículo, pensava...
Ridículo pensar em tudo isso; ridículo imaginar como o mundo pode ser tão pequeno, por alguns instantes, e que pessoas, que nunca imaginaríamos, surgiriam em nossas vidas, preenchendo nosso coração.
Elas podem ou não representar algo no futuro, ele sabia...
Mas procurava não tentar entender. Os pés aquecidos já bastam!
Assinar:
Postagens (Atom)
